Benchmarking desastroso

Quando eu era criança pequena lá em Caratinga, ouvia de um tio muitas fábulas. Uma delas, que me lembro com bastante detalhes, pois achava muito engraçada, era sobre o drama vivido por um pavão e um urubu.
 
O pavão vivia se queixando de ser tão belo e não conseguir voar, fato que lhe causava muita inveja do urubu. Por outro lado, o urubu se sentia perseguido pela Criação, pois além de horroroso tinha que voar e expor toda a sua feiura nos ares, tornado-se assim alvo fácil da ridicularização de todos.
 
Até que um dia eles resolveram se unir e, após uma rápida conversa, tiveram a ideia de ter um filho. Segundo conta esta lenda, foi assim que surgiu o peru, que é medonho e não voa.
 
Meu tio encerrava a narração com a moral da história: contente-se com o que você tem, pois sempre pode ser pior.
 
Hoje vejo esta história se repetindo em algumas organizações. Através do processo de benchmarking uma empresa consegue identificar o que a outra faz melhor que ela. Porém, na hora de implantar, não olha com o devido cuidado a organização como um todo, sua identidade, valores, processos e recursos, resultando muitas vezes em algo desastroso.

 

 

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Sobre o autor | Website

João Carlos Rocha é coach de executivos, consultor empresarial, palestrante e escritor. Atua nas maiores e melhores empresas do Brasil, prestando consultoria nas áreas de planejamento estratégico, team building e gestão de pessoas. É coautor do livro Ser Mais com T&D e autor do livro Os 7 Portais de Jaspe.

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